/ 1998

4bienal

4ª Bienal Brasileira de Design Gráfico

Ano: 1998

Local: SESC Pompéia – São Paulo

Nº de inscritos: 1.524

Nº de projetos: 186

Nº de profissionais: –

Em 1998, a quarta Bienal apresentou 183 projetos selecionados entre 1250 incrições de 9 estados brasileiros. Paralelamente, realizou a mostra “50 Projetos Brasileiros”, reunindo relevantes trabalhos de design desenvolvidos no país nas últimas cinco décadas do século XX.

Em sua 4ª edição, a Bienal foi aberta pela primeira vez a participantes não associados à ADG. Essa mudança propiciou um aumento considerável no número de inscritos: de  cerca de 200 registrados na edição anterior para 1.524. Desse universo, foram selecionados 186 trabalhos. A participação maior foi de profissionais de São Paulo, porém com adesão significativa de profissionais de outras regiões do país: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal, Bahia, Santa Catarina, Sergipe, Goiás e Amazonas.

Outra novidade foi a organização da mostra em três núcleos: o Presente, representado pela mostra competitiva principal; o Passado, mostrando uma parte importante da história do design no país em 50 projetos realizados entre 1945 e 1995; o Futuro, em que oito designers convidados produziram livremente, na forma de vídeos entre 10 e 20 segundos de duração, suas visões do futuro.

A mostra competitiva foi dividida em nove áreas de projetos e contou com dois júris: uma comissão de mídia eletrônica e uma comissão geral. Esta, formada por: Zuenir Ventura (jornalista), Ricardo Ohtake (designer e diretor da ADG), Francisco Homem de Melo (arquiteto e professor da FAU/USP), Agnaldo Farias (crítico de arte) e Nelson Acar (consultor de marketing), analisou os projetos inscritos nas áreas, entre as quais a categoria cartazes, que teve 123 inscrições e 16 trabalhos selecionados.

Um aspecto importante a ser considerado nessa Bienal é o uso do computador. Se na Expo ADG 90-92 havia uma explosão de uso dos recursos disponibilizados pela nova tecnologia, esta edição reafirmou a decrescente sedução da informática, resultando, segundo a opinião de Ricardo Ohtake, em “propostas estéticas que possuem vida própria além dos mouses e da pura orientação lúdica das telas”.

Para alguns membros da Comissão Geral, essa Bienal refletiu uma influência internacional em que o global e o local se fundem em constante renovação, mas sempre buscando linguagens próprias.

Esta edição da Bienal contou com os palestrantes Bob Gill, designer americano fundador do escritório de design londrino Fletcher/Forbes/Gill, que mais tarde passou a chamar-se Pentagram, e de Carlos Segura, renomado type designer.

A mostra foi realizada no SESC Pompeia, em São Paulo, no período de 3 a 29 de março.
CARVALHO, Sônia Valentim. O Cartaz nas Bienais Brasileiras de Design Gráfico. 1. ed. São Paulo, 2010. 37-39 p.